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Marca comercial da San Marino Ônibus e Implementos Ltda., empresa fabricante de semi-reboques e componentes para a indústria automotiva fundada em 1991, em Caxias do Sul (RS), que em 1999 se concentrou na produção de carrocerias de ônibus ao assumir os negócios da paulista Neobus. Esta, por sua vez, foi constituída em 1996, tendo como controladores os donos da falida Thamco, conhecida no mercado por seus negócios obscuros e muitas vezes pouco éticos. A participação dos controladores na criação da Neobus se deu através da cessão de parte da antiga fábrica Thamco de Guarulhos (SP), viabilizando um local onde a nova empresa pudesse instalar sua linha de montagem. (A propriedade, no entanto, estava hipotecada ao BNDES, com quem a Thamco estava inadimplente, situação que mais adiante viria a obrigar a empresa nascente a uma radical mudança de rumos.)
Apesar desta origem um tanto nebulosa, a Neobus logrou projetar e construir uma carroceria urbana de excelente qualidade, chamada Mega, que rapidamente se firmou no mercado, terminando o ano já com a produção de cerca de 60 unidades por mês. A receita deste sucesso estava no sócio minoritário da empresa – Jaime Pasini, ex-diretor da Marcopolo que, com apenas 1% do capital, foi o “mentor intelectual” do novo produto, articulando as equipes técnicas que projetaram a carroceria e colocaram-na em produção. Inspirado na “grande escola chamada Marcopolo”, em suas próprias palavras, produziu um veículo de personalidade própria que logo se impôs no mercado.
O segundo lançamento, que ocorreu em agosto de 1997, o belo Mega Evolution, mostrou a que veio a nova encarroçadora: destinado a chassis urbanos pesados, inclusive trólebus e articulados, trazia enormes para-brisas dianteiros integrados à caixa do itinerário, três portas largas, estrutura galvanizada com tratamento interno e externo dos perfis e teto de fibra de vidro. Se o Mega ainda tinha alguma parecença com o Marcopolo Torino, o Evolution marcou a independência técnico-estilística da Neobus com relação à concorrente. Como sinal inequívoco da confiança conquistada junto ao mercado, ainda em 1997 a empresa forneceu 37 trólebus com a nova carroceria para operação na cidade de São Paulo.
A incômoda associação do nome da Neobus à história conturbada e à má qualidade da Thamco, ainda que indiretamente, não poderia ser prolongada por mais tempo e, já em 1999, a sociedade foi desfeita. A encarroçadora deixou então Guarulhos, ressurgindo em Caxias do Sul como produto da San Marino, Pasini associando-se à nova empresa, assumindo a Diretoria Comercial. Naquele ano foi lançado o primeiro microônibus da marca, o Thunder, nas versões Escolar, Lotação (para o transporte público de Porto Alegre), Turismo e Executivo.

Mega Evolution sobre Mercedes-Benz OH operando no transporte integrado de Jundiaí (SP) (foto: Fábio Ramos).
2000 seria um ano de muitas novidades. A carroceria urbana passou por sua primeira atualização, assumindo o estilo do Evolution e o nome Mega 2000; a grade dos dois modelos foi levemente alterada, ganhando linhas curvas – o “sorriso” que viria a caracterizar os produtos da Neobus nos anos seguintes. Foi lançado o mini Thunder Boy em concorrência ao Volare, porém com opção de diversos chassis (Iveco Scudatto, Mercedes-Benz 610, Volkswagen e Agrale). Também o micro Thunder foi redesenhado, recebendo as linhas mais modernas do seu irmão menor.
No ano seguinte foi a vez do Thunder+, segundo a empresa “o automóvel da Neobus”. Seu grande para-brisa inteiriço, a frente muito inclinada, a enorme área envidraçada e as lanternas traseiras trazidas do Chevrolet Corsa faziam-no um dos mais bonitos micro-ônibus do país. Além disto, era o maior micro do mercado, com capacidade para 36 passageiros. Preparado para os tradicionais chassis com motor dianteiro Mercedes-Benz 914, VW e Agrale, também podia ser montado sobre chassis Indabra com motor traseiro, o que ampliava sua capacidade para até 40 pessoas (este seria o primeiro micro com motor traseiro do país). A Neobus também seria pioneira na fabricação de micros com porta de entrada à frente do eixo dianteiro.
Com produtos tão inspirados e de tão boa qualidade, os resultados favoráveis não se fizeram esperar: em 2002 a Neobus ultrapassou a marca das 1.650 unidades anuais, tornando-se responsável por 10% do mercado interno de ônibus urbanos e assumindo o posto de segunda maior produtora brasileira de minis e micros, somente atrás da gigante Marcopolo. Outra cartada pioneira da Neobus foi lançada em 2002: o Spectrumprimeiro ônibus médio do Brasil, nas versões urbana e rodoviária. Seu estilo arredondado e luminoso semelhante ao dos micros fez escola, tornando-se paradigma para o setor. Podia ser fabricado sobre chassis de motor dianteiro ou traseiro da Mercedes-Benz (1417, 1420 ou 1721), Indabra (com suspensão pneumática) e VW (17.210 e 17.240); com comprimento entre 9,50 e 11,30 m, tinha capacidade para até 44 passageiros.
Em 2003 a Neobus apresentou na Feria Internacional del Transporte, no Chile, o Mega low-entry sobre chassi Mercedes-Benz com 13,0 m de comprimento e três portas largas. Também foi firmado um acordo com Iveco, segundo o qual a Neobus se encarregaria de fornecer as carrocerias para o City Class, primeiro microônibus da empresa mineira. Em reconhecimento a esta trajetória de extremo sucesso (em apenas quatro anos o número de trabalhadores decuplicou e a produção foi multiplicada por sete) a Neobus recebeu o Prêmio AutoData 2003 como “Encarroçadora de Ônibus do Ano”.
Em 2004, a família de micros ganhou mais um membro, o Thunder Way, situado em posição intermediária entre o Thunder Boy e o Thunder. Assumiu o estilo do Spectrum, atualizado na disposição dos faróis, formato da grade e lanternas traseiras, circulares e em disposição vertical.  Com ele foi iniciada a reestilização de toda a linha Mega. Para facilitar o acesso de cadeiras de rodas, a empresa desenvolveu um sistema de rampa com acionamento hidráulico acoplado à porta traseira de seus ônibus e microônibus, que passou a ser oferecido como opcional: este foi mais um pioneirismo da empresa.
No final do ano seguinte a Neobus ingressou no segmento rodoviário de curtas e médias distâncias com o Spectrum Road (futuramente 330). Dotado de todos apetrechos internos dignos de um ônibus da categoria, inclusive toalete, ar condicionado e material de revestimento de melhor qualidade, o modelo foi projetado para equipar chassis com motor dianteiro ou traseiro, permitindo construir unidades de 11,2 a 13,2 m de comprimento. (Em 2007 nova versão urbana seria lançada com o nome Stectrum City.)
O ano de 2006 assistiu à Neobus alcançar 2.586 ônibus produzidos – 20% a mais do que no ano anterior. Era o quinto maior fabricante do país (pouco mais de 10% do total), com uma unidade fabril no México e montagem na Argélia e Marrocos, para onde suas carrocerias eram exportadas CKD. Aproveitando o momento favorável, no início de 2007 dois sócios da empresa negociaram a transferência de suas ações para a Marcopolo, que assim assumiu 39,59% do capital da Neobus; a independência da empresa, no entanto, ficaria assegurada.
O que houve de novo a partir de 2008:
 
Fonte: http://www.lexicarbrasil.com.br/